Cartografias da Pesquisa em Design no Brasil
Redes, diversidade e estratégias para o fortalecimento e expansão da área. Projeto de pós-doutorado vinculado ao PPG-Design da UnB, com realização na UEMG.
Cartografias da Pesquisa em Design no Brasil
Investigação estratégica e prospectiva sobre a configuração, a diversidade e o potencial de expansão da pesquisa em design no Brasil. O projeto integra dados sobre pesquisadores, programas, grupos, linhas e projetos para revelar como o design brasileiro se distribui, interage e contribui para os desafios contemporâneos do país.
O objetivo é compreender a diversidade interna do campo e identificar oportunidades de colaboração, inovação e fortalecimento da pós-graduação em design. A metodologia combina análise documental, mineração de dados e técnicas de visualização de redes, articuladas a uma leitura crítica e qualitativa da história recente do campo. O resultado esperado é um conjunto de representações e narrativas que evidenciem o papel estratégico do design na ciência e na sociedade brasileira contemporânea.
Síntese do projeto
O projeto propõe um estudo nacional sobre a configuração, a diversidade e o potencial de expansão da pesquisa em design no Brasil. Trata-se de uma investigação de caráter estratégico e prospectivo que busca compreender a estrutura, os vínculos e as trajetórias das redes de pesquisa que compõem a área. Embora o design brasileiro tenha crescido significativamente nas últimas décadas, ele permanece fragmentado em sua representação institucional e carece de instrumentos sistemáticos de mapeamento e análise.
Pretende-se construir uma base integrada de informações sobre pesquisadores, programas, grupos, linhas e projetos, capaz de revelar como o design brasileiro se distribui, interage e contribui para os desafios contemporâneos do país. A metodologia combina análise documental, mineração de dados e técnicas de visualização de redes, articuladas a uma leitura crítica e qualitativa da história recente do campo.
Por que mapear o design brasileiro agora
A ausência de um panorama atualizado da pesquisa em design no país limita não apenas a capacidade de articulação entre grupos e programas, mas também a visibilidade pública e política da área. Em um momento em que o design é chamado a contribuir com desafios complexos, da sustentabilidade à transformação digital, da inovação social à reconstrução de políticas públicas, é essencial compreender quem compõe a comunidade de pesquisa em design no Brasil, onde estão suas forças e fragilidades e como essa rede se articula internamente e com outras áreas do conhecimento.
A iniciativa tem caráter estratégico: pretende produzir conhecimento sobre a própria organização do campo científico, contribuindo para consolidar uma infraestrutura de conhecimento sobre o design brasileiro e subsidiar decisões de fomento, criação de programas, identificação de lacunas e proposição de redes de colaboração.
Cinco premissas que orientam o trabalho
- 01O campo cresceu e se diversificouHá uma pluralidade de temas e métodos sem precedente, visível nas teses, linhas de pesquisa e trajetórias dos programas.
- 02A expansão foi geograficamente desigualA distribuição territorial dos PPGs exige políticas de equilíbrio regional e mecanismos de descentralização.
- 03A avaliação CAPES estrutura a áreaÉ necessário produzir evidências próprias para o diálogo com as agências de fomento e a comunidade científica.
- 04Os resultados serão estratégicos para a gestãoO mapeamento subsidia decisões de programas, docentes e gestores públicos sobre fomento, cooperação e expansão.
- 05A pesquisa brasileira tem identidade própriaHá uma epistemologia situada, plural e politicamente intencionada que precisa ser visibilizada nacional e internacionalmente.
Objetivo geral e objetivos específicos
Mapear, caracterizar e analisar a rede nacional de pesquisa em design no Brasil, de modo a compreender sua diversidade, sua distribuição geográfica e institucional, suas conexões internas e externas e suas perspectivas de fortalecimento e expansão. O projeto busca compreender o design como uma ecologia de práticas científicas e culturais.
- a)Sistematizar dados sobre programas, grupos, linhas e pesquisadores atuantes na área de design;
- b)Analisar a estrutura e a dinâmica das relações entre esses atores, evidenciando redes de colaboração e distribuição territorial;
- c)Examinar a diversidade temática e epistemológica do campo, reconhecendo tendências emergentes e lacunas;
- d)Produzir representações visuais e narrativas analíticas sobre a rede de pesquisa em design no Brasil;
- e)Propor estratégias de fortalecimento e ampliação da área com base nos resultados do mapeamento.
Quatro etapas interdependentes ao longo de doze meses
A metodologia combina abordagens qualitativas e quantitativas, com uso de ferramentas digitais de mapeamento e análise de redes: análise documental, mineração e visualização de dados, e interpretação qualitativa.
Identificação de programas, docentes, linhas e projetos vinculados ao design via Sucupira, BTD, diretórios de grupos, currículos e bases bibliográficas, complementadas por repositórios institucionais e anais.
Organização dos dados em base relacional, vínculos entre autores, instituições e temas; mineração de texto para padrões de coautoria, afinidades temáticas e redes de colaboração.
Análise de agrupamentos, centralidades e periferias; transformação de dados quantitativos em representações compreensíveis e interpretativas.
Articulação das visualizações às narrativas qualitativas (entrevistas com pesquisadores e coordenadores), redação do relatório final e apresentação dos resultados.
Nota metodológica: as análises descritivas e inferenciais que fundamentam esta plataforma foram realizadas com o auxílio do Claude (Anthropic), modelo de linguagem de grande escala utilizado como ferramenta de apoio à pesquisa. O uso do modelo foi supervisionado pelo pesquisador responsável, com verificação dos resultados a partir das fontes primárias (CAPES Sucupira e BTD).
Distribuição das etapas em doze meses
| Etapa | M1 | M2 | M3 | M4 | M5 | M6 | M7 | M8 | M9 | M10 | M11 | M12 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 · Levantamento e coleta | ||||||||||||
| 2 · Integração e mineração | ||||||||||||
| 3 · Análise de redes e visualização | ||||||||||||
| 4 · Interpretação e devolutiva |
Resultados esperados e produtos pretendidos
- Relatório Nacional de Pesquisa em Design (2027): diagnóstico da distribuição regional, institucional e temática da área.
- Plataforma interativa “Observatório Design.BR”: dados, mapas e visualizações de acesso público (esta plataforma é seu protótipo).
- Artigos científicos e apresentações em eventos: submetidos a periódicos nacionais e internacionais.
- Relatórios técnicos e policy briefs: voltados à CAPES e a IES, com recomendações para políticas de fomento e expansão.
- Seminário de devolutiva: junto ao Fórum Nacional dos Coordenadores da Área 29.
O resultado mais relevante a atingir, contudo, será a construção coletiva de um senso de pertencimento e de identidade entre os pesquisadores da área, permitindo que o design brasileiro se perceba como uma rede viva e interconectada.
Potencial de impacto
Científico: fortalecimento epistemológico da área, com instrumentos para análise da própria estrutura e subsídios para fomento, avaliação de programas e estratégias de internacionalização.
Inovação: uso do design como ferramenta de investigação sobre o próprio campo do design, unindo visualização de dados e reflexão crítica.
Social e educacional: identificação de lacunas regionais e temáticas, orientando ações de fortalecimento da pós-graduação em regiões ainda sub-representadas, com difusão pública dos resultados.
Socioeconômico: ampliação do papel do design como mediador entre conhecimento e sociedade, reforçando sua importância nas políticas de desenvolvimento sustentável, inovação e inclusão.
Perspectivas de colaboração interinstitucional
O caráter colaborativo é intrínseco a este projeto. O mapeamento das redes de pesquisa será realizado em diálogo permanente com coordenadores de programas e líderes de grupos de pesquisa de diferentes regiões do país, colaboração que inclui o processo de interpretação e validação dos resultados.
No plano internacional, o projeto abre espaço para intercâmbio metodológico com iniciativas similares em outros países, possibilitando cooperação futura com universidades europeias e latino-americanas interessadas em compreender a configuração das redes de pesquisa em design no Sul Global.
Fontes e cobertura dos dados
- CAPES Sucupira (2021–2024): programas, cursos, docentes, discentes, produção bibliográfica/técnica/artística, financiadores e linhas de pesquisa.
- BTD (Banco de Teses e Dissertações): trabalhos defendidos no recorte da Área 29 (Design).
- Nota Preliminar CAPES: resultado preliminar da avaliação CAPES publicado na Plataforma Sucupira, exibido em paralelo ao conceito 2021–2024 nos painéis de programas.
Os agregados de produção, docentes e discentes permanecem referenciados ao quadriênio 2021–2024. As notas Preliminares são meta-informação e podem mudar até a homologação.